Fraturas de metacarpos

Atualizado em: 25/11/2020 por Dr. Fernando Moya

Fraturas de metacarpo | Dr. Fernando Moya

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O que são Fraturas de metacarpo?

fratura do metacarpo é uma lesão óssea que, dependendo de sua característica, pode ser tratada de formas mais simples, ou às vezes, requer um tratamento cirúrgico.

Os metacarpos e suas fraturas:

A mão humana é composta por cinco metacarpos. Quando um deles sofre uma fratura que apresenta características diferentes para cada tipo de lesão e seus mecanismos. Além disso, o mesmo metacarpo pode quebrar em locais distintos, por isso, todas as lesões precisam ser devidamente estudadas, já que o tratamento varia em função da sua singularidade.

A mais comum das fraturas é a do quinto metacarpo, sendo que em geral os locais que podem ser afetados pelas fraturas são:

  • cabeça;
  • metáfise ou colo do metacarpo;
  • diáfise;
  • metáfise proximal (superfície articular);
  • fratura com luxação da articulação.

Existem alguns tipos de fraturas que são mais comuns e específicos dos metacarpos, sendo:

Trauma axial da mão fechada: ocorre geralmente por causa de um movimento de soco que acarreta uma carga com essa característica sobre a mão;

Trauma axial com abdução de polegar: chamada de fratura de Bennett, nesse caso, o polegar sofre uma abertura, sendo que a quebra ocorre na base do primeiro metacarpo.

Trauma direto: ocorre quando a mão sofre uma pancada de alta energia provocada por uma porta ou um objeto sólido, como um pedaço de madeira ou uma barra de ferro.

Acidentes de trânsito e também quedas de um modo geral podem provocar fraturas de metacarpo, sendo que no primeiro caso diversos mecanismos atuam desencadeando essas lesões.

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Características de algumas fraturas específicas:

Como dito, a fratura de metacarpo pode acontecer de formas diferentes e afetar partes distintas dos ossos. Por isso, apresentamos a seguir algumas características de fraturas específicas, seu tratamento e a recuperação do paciente.

Fratura da cabeça do metacarpo

Considerada como uma fratura rara que mais comumente atinge o indicador. Existe a perda do movimento da articulação entre a falange proximal e o metacarpo. O tratamento, à depender do tipo de fratura, pode ser feito com parafusos ou pinos, ou a combinação de ambos, sendo necessário de ao menos três a quatro semanas de imobilização. As atividades mais simples são liberadas entre 4 e 6 semanas e para exercer força e atividades complexas, somente após a 12ª semana.

Fratura na cabeça do metacarpo | Dr. Fernando Moya

Representação gráfica da fratura na cabeça do metacarpo.

Fratura do colo do metacarpo:

É mais comum atingir o quarto e quinto metacarpos, sendo que ela pode ser desviada em função da fragmentação do osso ou da musculatura intrínseca, condições essas que exigem tratamento específico.

É possível promover a cicatrização sem a realização de cirurgia. Nesse caso, a imobilização é feita durante quatro semanas e as atividades simples são liberadas entre 4 e 6 semanas.

Fratura no colo do metacarpo | Dr. Fernando Moya

Representação gráfica da fratura no colo do metacarpo.

Fratura da diáfise do metacarpo:

Esse tipo de fratura de metacarpo pode acontecer de três formas diferentes, sendo a transversa, oblíqua/espiral e a fragmentada. É possível fazer o seu tratamento com ou sem cirurgia, dependendo das características da lesão, nesse caso somente o médico é quem pode indicar a melhor intervenção.

O procedimento cirúrgico é indicado quando há fraturas expostas, fraturas múltiplas ou aqueles pacientes que não podem utilizar o tratamento conservador. O tratamento não cirúrgico é feito com imobilização por 4 a 6 semanas.

Fratura da diáfise do metacarpo | Dr. Fernando Moya

Representação gráfica da fratura da diáfise do metacarpo.

Outras fraturas:

Também pode ocorrer a fratura da base do metacarpo e a fratura- luxação carpo metacarpiana. No primeiro caso, há avulsão do segundo e terceiro metacarpiano em sua base, sendo sua ocorrência bastante rara. Podem ocorrer as fraturas- luxação, mais comum no quinto dedo.

Existe a necessidade de o paciente ser examinado por um especialista para observar as particularidades do seu caso e a melhor intervenção em cada um.

Não menos importantes são as fraturas do primeiro metacarpo. Entre as mais comuns estão a fratura de Bennett e a de Rolando. São fraturas com acometimento, em geral, articular e devem ser individualizadas para a decisão de tratamento cirúrgico ou conservador, sendo a primeira modalidade mais comum.

É importante saber que a fratura de metacarpo pode deixar sequelas principalmente de movimento e força. Por isso, é fundamental que o tratamento seja realizado da melhor forma possível com o intuito de promover uma recuperação completa, para que o paciente consiga alcançar uma boa cicatrização sem consequências negativas.

Dr. Fernando Moya

Sobre o autor

Dr. Fernando Moya CRM 112.046/SP graduado em Ortopedia, Cirurgia de Mão.

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