FRATURAS DE METACARPOS

 

O que são Fraturas de metacarpo

A fratura de metacarpo não é uma lesão rara de acontecer. Esse trauma pode afetar qualquer um desses cinco ossos, sendo que existe variação tanto da forma como eles quebram como do local onde pode acontecer essa fratura.

Neste post conversaremos um pouco a respeito das lesões, e você conhecerá algumas características de fraturas específicas, além de outras informações sobre esse problema que atinge as mãos. Continue lendo para saber mais!

Os metacarpos e suas fraturas

A mão humana é composta por cinco metacarpos. Quando um deles sofre uma fratura que apresenta características diferentes para cada tipo de lesão e seus mecanismos. Além disso, o mesmo metacarpo pode quebrar em locais distintos, por isso, todas as lesões precisam ser devidamente estudadas, já que o tratamento varia em função da sua singularidade.

A mais comum das fraturas é a do quinto metacarpo, sendo que em geral os locais que podem ser afetados pelas fraturas são:

  • cabeça;
  • metáfise ou colo do metacarpo;
  • diáfise;
  • metáfise proximal (superfície articular);
  • fratura com luxação da articulação.

Existem alguns tipos de fraturas que são mais comuns e específicos dos metacarpos, sendo:

Trauma axial da mão fechada: ocorre geralmente por causa de um movimento de soco que acarreta uma carga com essa característica sobre a mão;

Trauma axial com abdução de polegar: chamada de fratura de Bennett, nesse caso, o polegar sofre uma abertura, sendo que a quebra ocorre na base do primeiro metacarpo.

Trauma direto: ocorre quando a mão sofre uma pancada de alta energia provocada por uma porta ou um objeto sólido, como um pedaço de madeira ou uma barra de ferro.

Acidentes de trânsito e também quedas de um modo geral podem provocar fraturas de metacarpo, sendo que no primeiro caso diversos mecanismos atuam desencadeando essas lesões.

Características de algumas fraturas específicas

Como dito, a fratura de metacarpo pode acontecer de formas diferentes e afetar partes distintas dos ossos. Por isso, apresentamos a seguir algumas características de fraturas específicas, seu tratamento e a recuperação do paciente.

Fratura da cabeça do metacarpo

Considerada como uma fratura rara que mais comumente atinge o indicador. Existe a perda do movimento da articulação entre a falange proximal e o metacarpo. O tratamento, à depender do tipo de fratura, pode ser feito com parafusos ou pinos, ou a combinação de ambos, sendo necessário de ao menos três a quatro semanas de imobilização. As atividades mais simples são liberadas entre 4 e 6 semanas e para exercer força e atividades complexas, somente após a 12ª semana.

Fratura do colo do metacarpo

É mais comum atingir o quarto e quinto metacarpos, sendo que ela pode ser desviada em função da fragmentação do osso ou da musculatura intrínseca, condições essas que exigem tratamento específico.

É possível promover a cicatrização sem a realização de cirurgia. Nesse caso, a imobilização é feita durante quatro semanas e as atividades simples são liberadas entre 4 e 6 semanas.

Fratura da diáfise do metacarpo

Esse tipo de fratura de metacarpo pode acontecer de três formas diferentes, sendo a transversa, oblíqua/espiral e a fragmentada. É possível fazer o seu tratamento com ou sem cirurgia, dependendo das características da lesão, nesse caso somente o médico é quem pode indicar a melhor intervenção.

O procedimento cirúrgico é indicado quando há fraturas expostas, fraturas múltiplas ou aqueles pacientes que não podem utilizar o tratamento conservador. O tratamento não cirúrgico é feito com imobilização por 4 a 6 semanas.

Outras fraturas

Também pode ocorrer a fratura da base do metacarpo e a fratura- luxação carpo metacarpiana. No primeiro caso, há avulsão do segundo e terceiro metacarpiano em sua base, sendo sua ocorrência bastante rara. Podem ocorrer as fraturas- luxação, mais comum no quinto dedo.

Existe a necessidade de o paciente ser examinado por um especialista para observar as particularidades do seu caso e a melhor intervenção em cada um.

Não menos importantes são as fraturas do primeiro metacarpo. Entre as mais comuns estão a fratura de Bennett e a de Rolando. São fraturas com acometimento, em geral, articular e devem ser individualizadas para a decisão de tratamento cirúrgico ou conservador, sendo a primeira modalidade mais comum.

É importante saber que a fratura de metacarpo pode deixar sequelas principalmente de movimento e força. Por isso, é fundamental que o tratamento seja realizado da melhor forma possível com o intuito de promover uma recuperação completa, para que o paciente consiga alcançar uma boa cicatrização sem consequências negativas.

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Por Dr. Fernando Moya.

 

CRM 112.046

Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Ortopedia e Traumatologia, pelo instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Especialização em cirurgia da mão e microcirurgia também pelo Hospital da FMUSP.

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