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O escafóide é um osso pertencente ao carpo, com risco frequente de fraturas. Por apresentar algumas particularidades vasculares, possui predisposição ao retardo de consolidação (responsável pelo aumento do tempo da união do osso fraturado), e principalmente a pseudoartrose de escafoide, conhecida como falha de união do osso fraturado.

Por conta da movimentação anormal decorrente da pseudoartrose do escafoide, pode acontecer o chamado colapso carpal e num estágio mais avançado, artrose global do punho. Em alguns casos onde o problema acomete o pólo proximal do escafóide, existe o risco de uma necrose, devido a uma característica de vascularização local, levando a casos com consequências  mais graves.

 

Principais causas:

A pseudoartrose do escafóide é causada por diversos fatores, entre eles estão:

  • fraturas do escafóide não tratadas ou tratadas inadequadamente;
  • lesões mais graves e extensas iniciais;
  • menor fornecimento sanguíneo em determinadas regiões.
  • tabagismo

 

Quais são os sintomas?

No caso da pseudartrose do escafóide, não existem sintomas específicos, mas normalmente, os principais sinais da doença são as fortes dores na região, a perda de força nos movimentos, dificuldades de flexo-extensão e edemas na região do punho.

Diagnóstico:

O diagnóstico se faz inicialmente ao realizar o exame clínico no paciente. Tomografias computadorizadas e radiografias também podem ser feitas, além de um estudo minucioso com por exemplo uma ressonância magnética, para comprovação do diagnóstico, pois alguns exames radiológicos acabam não sendo suficientes para constatar o problema.

Formas de tratamento:

Quando não se trata de uma pseudoartrose sem desalinhamento, conceitualmente, o que falta é dar estabilidade à lesão. Portanto uma cirurgia, por vezes mais simples, como a passagem de bum parafuso, pode ser suficiente para cicatrizar a lesão

Em casos onde existe um desalinhamento entre as partes do escafóide, a recomendação é de não só estabilizar a lesão com algum método, mas também corrigir a falha com enxerto ósseo.

As lesões que acometem o pólo proximal (parte do osso mais próxima do antebraço), a cirurgia corretiva é um pouco mais delicada,  sendo necessário um procedimento conhecido como enxerto ósseo vascularizado em combinação com a fixação óssea. Essa diferença se dá pelo déficit de vascularização que em geral, acontece nessa região em particular.

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Por Dr. Fernando Moya.

 

CRM 112046

Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Ortopedia e Traumatologia, pelo instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Especialização em cirurgia da mão e microcirurgia também pelo Hospital da FMUSP.

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