Fratura de escafoide: como é feito o diagnóstico

Atualizado em: 22/04/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

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O escafoide é um osso que compõe um grupo de oito ossos que se localizam na palma da mão. Mesmo tendo um tamanho não muito grande e o formato semelhante a um feijão, ele representa uma grande importância para a estabilidade dos ossos próximos e para mobilidade geral do punho.

Por mais que seja pouco visível e não seja tão exposto aos traumas, a fratura de escafoide é uma das mais comuns na região dos ossos do carpo e do punho em geral. Continue lendo para saber mais informações e descubra como é feito o diagnóstico da doença.

Ao fundo da imagem, há uma mão com o osso do escafoide em destaque.

As causas da fratura de escafoide

A fratura de escafóide pode ser causada pelo impacto intenso e direto, como acontece com a maioria dos ossos, mas também pode ocorrer pela compressão sofrida por ele, que acaba ficando sem o suporte da região distal, e assim é pressionado contra o rádio, permitindo que a fratura aconteça.

Grupos de risco

Predominantemente, o grupo de risco da doença envolve pessoas com menos idade, tais como adolescentes, jovens e adultos, que geralmente estão mais sujeitos a quedas e traumas de maior energia.

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O diagnóstico de fratura de escafoide

O diagnóstico da fratura de escafoide é realizado clinicamente pelo médico ortopedista especialista em mãos, através de análise do histórico do paciente, exame físico e exames de imagem, que ajudarão a avaliar a situação da fratura e indicar o melhor tratamento. A parte clínica em geral se apresenta com dores, edema e eventualmente equimose na região dorsal e radial do punho (na linha do polegar). Pode apresentar alguma limitação da mobilidade e dificuldade para realizar atividades de maior intensidade e força.

Durante a consulta, é muito importante que o paciente conceda a maior quantidade de informações possíveis ao médico, como os sintomas e a forma como eles surgiram, assim como seu histórico familiar e individual.

No exame físico, o paciente será orientado a fazer movimentos como abrir, fechar e esticar a mão, O médico também poderá palpar a extensão óssea dos dedos para verificar a existência de outras fraturas.

E, para fechar o diagnóstico e conferir a parte interna, são solicitados exames de imagem, como radiografia ou tomografia computadorizada (TC). Também pode ser feita uma ressonância magnética (RM), para melhor visualização dos tendões e cartilagens.

Caso você apresente qualquer sintoma, não deixe de consultar o médico especialista em mãos para o diagnóstico preciso e o tratamento adequado.

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Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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