Fratura de mão e punho em crianças: Saiba como proceder

Atualizado em: 21/04/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

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Crianças adoram explorar os lugares onde vivem, porém, basta uma porta fechada de um jeito repentino, um tropeço no ambiente doméstico, ou uma queda no escorregador do parquinho do condomínio, para causar fraturas, que geralmente acometem os dedinhos, o punho e o antebraço. Para os pais, esse tipo de situação acaba sendo muito preocupante, pois muitas vezes eles não sabem ao certo como proceder. No post de hoje, falaremos sobre este assunto. Fique com a gente para saber o que pode ser feito em casos de fratura de mão e punho em crianças.

A imagem mostra uma mão enfaixada.

Como a fratura pode ser identificada?

Logo no início, a dor é imediata, e conforme a criança tenta movimentar o local atingido, a dor só aumenta. Aparentemente, pode haver uma deformidade e inchaço, além de hematomas ou movimentação anormal do osso. Após o ocorrido, a criança começa a chorar muito, mais do que ela chora depois de qualquer tombo leve.

Outro sinal de que houve uma fratura e que precisará do auxílio do médico ortopedista, é a proteção que a criança passa a ter com o local fraturado, deixando de apoiar o punho ou usar a mão para suas atividades.

Diante de sinais como estes, que levam à suspeita de fratura, os pais devem, a princípio, deixar o membro imobilizado, e aplicar gelo no local apenas para aliviar a dor e o inchaço. Mas, conforme dito, a criança deve ser levada o quanto antes ao médico para avaliação e cuidados específicos.

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Como a criança reage ao tratamento?

Na maioria dos casos de fratura de mãos e punhos em crianças, o tratamento é feito de modo conservador, ou seja, são utilizadas talas de gesso, gesso circular ou sintético para imobilizar a região, por algum tempo, até que ocorra a cicatrização dos ossos.

Se houverem desvios que sejam mais graves, antes de imobilizar, a fratura precisará de redução, o que significa que os fragmentos ósseos precisam ser colocados no lugar através de manobras, que o médico ortopedista poderá realizar.

Quando são casos mais sérios, como fraturas instáveis, que não ficam no lugar, ou expostas, é necessário que a criança seja internada para cirurgia, onde serão utilizados alguns outros métodos para posicionar novamente os ossos de maneira adequada. Seja com pinos, placas e parafusos, hastes ou até fixadores externos.

Geralmente, as crianças têm uma capacidade de remodelação óssea muito grande, maior do que em adultos, por estar em fase de crescimento. E, com o passar dos anos, a cicatriz acaba se tornando imperceptível.

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Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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