Lesão de tendão flexor e o dedo em gatilho

Atualizado em: 18/03/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

3 minutos

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Pergunta feita em nosso canal do Youtube:

“Boa tarde, Dr. Fernando tudo bem? (…), meu caso foi que eu cortei os tendões em um acidente de trabalho, 3 dedos da mão esquerda. Isso já faz 6 meses e agora os meus dedos estão em posição de gatilho”.

De acordo com o Dr. Fernando Moya, Cirurgião de Mão, é muito difícil ser um dedo em gatilho após lesão de tendão flexor, pois não é muito comum observar um quadro como este na prática do dia a dia.

A imagem mostra uma pessoa apertando o dedo indicador.

Aderência cicatricial na lesão de tendão flexor

Neste caso, o que pode ter acontecido são as aderências cicatriciais, pois nas lesões de tendões flexores, a depender da região que foi afetada, existem uma probabilidade maior de formar aderências.

As aderências são processos de resposta do corpo, ou seja, cicatrizes que se formam no local de cirurgia e desencadeiam limitações na mobilidade.

Relação com o dedo em gatilho

Vale lembrar que o dedo em gatilho não é uma aderência, e sim um processo de inflamação do tendão que acontece geralmente na região palmar da mão.

Essa inflamação acaba limitando a mobilidade por um mecanismo de desproporção entre o tamanho do tendão e o túnel que ele tem que percorrer.

Portanto, este caso pode ser uma alteração inflamatória e não tem relação com o tecido de reparo que é promovido depois de uma lesão de tendões flexores.

Evite a aderência na lesão de tendão flexor

Para evitar essas aderências, os cirurgiões de mão recomendam que, após uma lesão de tendão flexor, o paciente deve recorrer a um especialista para imobilizar o local o quanto antes e evitar que as mesmas se formem.

Além disso, a manipulação de cicatrizes também é interessante para evitar que as cicatrizes de peles façam aderência nos tendões. O controle de inchaço e o controle de dor também são úteis nessa recuperação.

Contudo, uma coisa é o dedo em gatilho (tenossinovite) e outra coisa são as repercussões causadas pelas lesões de tendões flexores.

Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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