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A imagem mostra o Dr. Fernando Moya olhando para a câmera, sorrindo e de braços cruzados.Dr. Fernando Munhoz Moya
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Atualizado em: 21/08/2020 por Dr. Fernando Moya

Lesão do plexo braquial: quais os tipos e como tratar

O que é a lesão do plexo braquial?

O plexo braquial é um conjunto de nervos que saem da região cervical, sendo os responsáveis pela motricidade e sensibilidade do todo membro superior. Tudo o que faz parte do membro superior em termos de mobilidade, possui correlação com o bom funcionamento do plexo braquial. A lesão do plexo braquial é de origem traumática, que geralmente estão associadas a acidentes automobilísticos, principalmente com motocicletas.

Continue lendo para saber mais informações sobre o problema, os tipos de lesões e qual a melhor forma de tratamento.

Tipos de lesão do plexo braquial

Existem alguns tipos de lesão do plexo braquial que podem afetar o indivíduo de maneiras diferentes, e apresentam sintomas de acordo com a gravidade do problema.

Lesão por estiramento

Geralmente, ela não causa sequelas definitivas, e possui um bom prognóstico, mas a recuperação é bastante lenta.

O paciente passa por um acompanhamento médico logo após o acidente, e o quadro começa a apresentar melhoras de três a seis meses, ou seja, a recuperação é lenta e gradual.

Lesão parcial dos nervos

É uma lesão que leva o indivíduo a incapacidade de recuperação por conta própria, e deve ser acompanhada pelo médico especialista, pois são percebidos pequenos déficits que afetam a mobilidade do membro superior.

Lesão do plexo braquial mais extensa

As lesões do plexo braquial, quando apresentam extensões mais amplas, acabam levando o indivíduo a uma limitação da mobilidade ou paralisia do membro superior todo ou parcialmente.

Qual é o tratamento da lesão do plexo braquial?

O acompanhamento médico é muito importante para entender qual será o caminho tomado pela lesão, e pensar nos tipos de tratamento possíveis. Para cada caso, haverá um tipo de tratamento.

São vários os fatores que influenciam a recuperação do indivíduo, o que inclui saber quais foram os nervos afetados e qual o tipo de lesão ocasionada, para que o tratamento adequado seja indicado.

No caso das lesões menos graves, quando geralmente o nervo é estirado/puxado, ou comprimido (mas não se rompe), eles podem ou não se recuperar sozinhos, variando de acordo com a gravidade do problema.

Nas lesões mais graves, que envolvem o rompimento do nervo, é possível um reparo por meio cirúrgico. Mas, é importante que as avaliações clínicas sejam feitas brevemente e que exames diagnósticos – quando necessários – sejam conclusivos para que então seja indicado o procedimento.

As cirurgias mais indicadas geralmente são: a transferência de nervos, que liga um nervo não lesionado do próprio plexo ou de alguma região próxima, diretamente ao nervo lesionado, para restabelecer a função motora. E também existe a possibilidade de realizar o enxerto nervoso, procedimento feito para fazer uma espécie de ponte entre as partes lesionadas.

Mesmo assim, ainda existem alguns casos onde os nervos não poderão ser reparados. Mas claro, cada caso deve ser muito bem avaliado para chegarmos a esta conclusão.

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Por Dr. Fernando Moya.

 

CRM 112046

Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Ortopedia e Traumatologia, pelo instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Especialização em cirurgia da mão e microcirurgia também pelo Hospital da FMUSP.

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