Pseudoartrose de escafoide: como tratar a doença?

Atualizado em: 18/03/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

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O escafóide é um osso que pertence ao carpo, com grande frequência de fraturas, e que apresenta algumas particularidades vasculares. Esse fato leva a predisposição ao retardo de consolidação (responsável pelo aumento do tempo da união do osso) além da pseudoartrose de escafoide, que é conhecida pela falha na união do osso fraturado.

Existem alguns casos onde o problema acomete o polo proximal do escafoide, gerando o risco de necrose por conta de uma característica de vascularização local. E para que o problema não avance e se torne mais grave, é necessário que o indivíduo realize um tratamento, de acordo com a indicação do médico especialista em mãos. Você sabe qual é o tratamento mais indicado? Continue lendo e explicaremos mais detalhes.

A imagem mostra uma mão segurando um pulso.

Diagnóstico de pseudoartrose de escafoide

pseudoartrose de escafoide não costuma apresentar sintomas, mas, algumas vezes acontece de o indivíduo ter edemas e dores na região do punho, perder a força dos movimentos e sentir dificuldades de flexo-extensão do punho.

Ao surgir qualquer um destes sintomas, o médico especialista em cirurgia da mão deverá ser consultado para a confirmação do diagnóstico. São realizados exames como: tomografia computadorizada e radiografias, além de um estudo minucioso através de ressonância magnética.

Após o diagnóstico ser confirmado e o problema ser constatado, o médico indicará a melhor forma de tratamento para o paciente.

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Tratamento de pseudoartrose de escafoide

Quando não se trata conceitualmente de uma pseudoartrose sem desalinhamento, o que está faltando é dar estabilidade para a lesão, ou seja, uma intervenção cirúrgica, que muitas vezes pode ser a mais simples, como a passagem de um parafuso, pode ser suficiente para que a lesão seja cicatrizada.

Já em casos onde existe desalinhamento entre as partes do escafoide, a recomendação médica não é apenas estabilizar a lesão de alguma forma, com outros métodos, mas também de corrigir a falha, e isso seria feito com enxerto ósseo.

Se a lesão acomete o polo proximal, que é a parte do osso mais próxima do antebraço, a cirurgia de correção será um pouco mais delicada. Neste caso, será necessário um procedimento conhecido por ‘enxerto ósseo vascularizado’.

Logicamente esses são conceitos gerais e cada lesão deve ser individualizada para então objetivamente propormos o tratamento mais adequado.

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Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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