Pseudoartrose de escafoide: Como tratar?

Atualizado em: 27/11/2020 por Dr. Fernando Moya

9 minutos

A imagem mostra uma mulher com a mão direita segurando o punho da mão esquerda.

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Pseudoartrose de escafóide é uma falha na cicatrização de um dos ossos do punho. Esse pequeno osso sofre com particularidades que atrapalham muitas vezes a sua consolidação. Podemos dizer então que essa é uma condição, muitas vezes, decorrente de uma fratura mal cuidada, ou por características do próprio indivíduo ou até mesmo pelos seus hábitos.

Mas, você sabe qual o tratamento adequado para pseudoartrose de escafóide? Continue nos acompanhando para descobrir!

Quais as causas do problema?

Conforme dissemos, o escafóide é um osso que pertence ao carpo, com uma grande incidência de fraturas. A depender do tipo de fratura existem maiores ou menores predisposições a desenvolver a pseudoartrose. Isso principalmente se deve a uma característica de seu suprimento de sangue (que é um pouco deficiente) – um fator primordial para cicatrização óssea.

Esse fato, associado muitas vezes com a não detecção da lesão precocemente, bem como tratamento inadequado da mesma, levam ao retardo de consolidação, responsável pelo aumento do tempo de união do osso, e também à pseudoartrose de escafóide propriamente dita.

Entre as principais causas da pseudoartrose, podemos destacar:

Fatores biológicos

O escafóide tem por natureza um déficit de suprimento sanguíneo. Para aquelas pessoas que precisam tratar uma lesão para cicatrizá-la, o aporte sanguíneo é algo fundamental. Caso o paciente tenha certo déficit e limitação, essa área poderá não obter sucesso na cicatrização.

Deficiência na estabilização

Outra causa da pseudoartrose de escafóide é a deficiência de estabilização. Isto é, quando temos uma fratura, e a mesma não está bem posicionada ou alinhada. Ela sofre para poder cicatrizar.

Fatores externos

Hábitos como o tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcoólicas podem interferir no processo de consolidação óssea

Existem sintomas?

No caso da pseudoartrose de escafóide, o indivíduo não apresenta sintomas específicos. Mas, normalmente, os principais sinais que podem indicar o problema são:

● Dor na região afetada;
● Perda de força nos movimentos;
● Dificuldade de flexo-extensão do punho;
● Edemas e/ou deformidades no punho.

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Como é feito o diagnóstico?

Quando surgem sintomas como estes citados acima, o médico ortopedista especialista em cirurgia da mão deve ser consultado, para um diagnóstico mais preciso, que confirme o problema. Em muitos casos, o paciente procura atendimento médico somente meses após sofrer um trauma no punho, que a princípio, não havia dado muita atenção.

Então, podem ser indicados exames como:

● Tomografia computadorizada;
● Radiografias;
● Ressonância magnética

Após a confirmação do diagnóstico, e o problema ser constatado, o médico indicará a melhor forma de tratamento para o paciente.

Como é feito o tratamento?

Chegamos a parte mais importante do nosso post de hoje. Uma vez constatada a pseudoartrose de escafoide, será indicada a melhor forma de tratamento para o paciente. E a resposta mais comum é que o tratamento cirúrgico será o caminho.

O tipo de cirurgia então dependerá do tipo de deficiência que a fratura escafoide produziu ou do tempo transcorrido e possivelmente alterações artríticas decorrente do processo.

Quando se trata, conceitualmente, de uma pseudoartrose sem desalinhamento, o que estará faltando é conceder estabilidade para a lesão. Neste caso, então, uma intervenção cirúrgica será indicada, que pode ser bem simples, com a passagem de um parafuso, o que será suficiente para que a lesão seja cicatrizada.

Já em casos onde existe desalinhamento entre as partes ou deformidades do escafoide, a recomendação não é somente a de estabilizar a lesão, mas também corrigir essa falha, algo que geralmente é feito com enxerto ósseo.

Nas lesões que acometem o pólo proximal, ou seja, a parte do osso que é mais próxima do antebraço, a cirurgia corretiva será um pouco mais delicada. Muitas vezes, será necessário realizar o procedimento de enxerto ósseo vascularizado com a fixação óssea.

E existem ainda os procedimento dedicados às lesões crônicas com aspectos degenerativo, que são os ditos de salvação. Estes últimos faremos um post específico com mais detalhes.

Claro, esses conceitos são gerais. É importante lembrar que cada lesão deve ser individualizada, para que seja proposto o tratamento adequado.

Nós conseguimos esclarecer suas dúvidas sobre este tema? Conte-nos abaixo! E compartilhe o conteúdo!

Dr. Fernando Moya

Sobre o autor

Dr. Fernando Moya CRM 112.046/SP graduado em Ortopedia, Cirurgia de Mão.

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