Pseudoartrose do escafoide: o que é

Atualizado em: 11/03/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

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Pseudoartrose de escafoide é quando o osso do escafoide, que fica localizado no carpo, ou seja, no punho, sofre uma fratura e não cicatriza como deveria.

Causas da pseudoartrose de escafoide

Existem dois principais fatores que causam essa lesão.

Falha na circulação de sangue

Essa causa é biológica decorrente da insuficiência da circulação sanguínea, ou seja, o suprimento sanguíneo na região. Para que a cicatrização ocorra entre as partes fraturadas, é preciso ter um bom fluxo de nutrientes e oxigênio para o osso se restabelecer.

Falta de estabilidade

A estabilidade da mão é importante para juntar as duas partes e permitir que o corpo forme a comunicação entre elas.

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Onde ocorre a pseudoartrose de escafoide?

Geralmente, a falha da cicatrização ocorre no terço médio do escafoide para a região mais próxima do punho, ou seja, do antebraço.

Na imagem ao lado, podemos ver que a pessoa teve uma fratura no terço médio do escafoide e no momento em que a foto foi tirada, ela está com esclerose nas bordas entre as partes fraturas. Isso é indício que a fratura é antiga.

Quanto mais perto do osso do rádio ocorre a fratura, maior o índice de pseudoartrose. Portanto, quanto mais perto da articulação do rádio, maior o índice de pseudoartrose, e quanto mais pra ponta, menor o índice.

Tratamento da pseudoartrose de escafoide

Em geral, as pseudoartroses são indicadas para tratamento cirúrgico. Dificilmente essas lesões não precisam de algum reparo, reconstrução ou pelo menos uma alternativa de estabilização, porque isso causaria danos permanentes ao punho, como a aceleração de desgaste, dor e deformidade.

O tratamento só não é indicado quando se trata de uma pseudoartrose de segmentos não articular.

Na maior parte das vezes, o tratamento é cirúrgico e o método vai depender da personalidade de cada lesão. Temos métodos mais simples, como a estabilização local, e métodos mais complexos, como a enxertia óssea local com uso de enxerto próprio, sintético ou vascularizado.

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Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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