Fibromatose palmar: Quais os sintomas e como tratar?

Atualizado em: 10/03/2021 por Dr. Fernando Moya -CRM 112046

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Fibromatosese palmar, conhecida também como Moléstia de Dupuytren, é uma alteração que afeta a fáscia palmar. Em geral, é uma doença que provoca, muitas vezes, lesões nodulares, e até mesmo a limitação funcional na extensão dos dedos.

Se você já sofreu (ou sofre) de fibromatose palmar, continue nos acompanhando para saber mais informações sobre este problema!

A imagem mostra a palma de uma mão com fibromatose.

Principais causas

A Moléstia de Dupuytren pode ocorrer devido a um processo genético, ou até mesmo, algum efeito colateral de medicamentos.

Por se tratar de um processo sem causas específicas, é muito comum associá-la, erroneamente,  com a repetição de esforços ou algum trauma.

Mas, é possível dizer que indivíduos com histórico de diabetes, ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, epilepsia, entre outros fatores, são propensos a desenvolver a doença.

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Como identificar a fibromatose palmar?

A primeira manifestação de Moléstia de Dupuytren é uma pequena nodulação, encontrada no aspecto palmar da mão, que pode ou não proliferar. Em alguns casos, mais evoluídos, surge o que chamamos de cordoalha.

Cordoalha é uma espécie de confluência de nódulos, formando uma espécie de cordinha, que puxa o dedo em direção à palma da mão. Porém, em um primeiro momento, nota-se apenas as pequenas nodulações.

O desenvolvimento da doença costuma ser lento, mas logo se pode notar o caroço na região acometida.

No início, o nódulo não paralisa a movimentação, porém, com o tempo, pode se desenvolver e assim comprometer a mobilidade dos dedos, impedindo a mão de ficar aberta e ser estendida.

Como é feito o diagnóstico?

A fibromatose palmar é diagnosticada pelo médico ortopedista especialista em cirurgia da mão através de exame físico principalmente, para verificar a existência de saliências e até que ponto ele poderá interferir nas atividades diárias.

Será necessário também que o paciente informe ao médico os sintomas que surgiram, e principalmente se existe algum histórico familiar de Dupuytren.

Após a realização do exame físico, juntamente à análise de dados apresentados ao médico, poderão ser indicados outros exames, mais específicos. Estes poderão auxiliar de uma forma mais eficiente, a identificar a Moléstia de Dupuytren. Entre os exames solicitados estão a ultrassonografia ou a ressonância magnética.

A partir desses dados, o médico poderá definir um período de observação para saber se é um processo que vai estancar, ou se tem chances de proliferar. E claro, se houver comprometimento significativo, indicar algum tipo de intervenção

 Como funciona o tratamento?

Inicialmente, existem dois grupos: o grupo de pacientes com a doença proliferativa, e o grupo de pacientes com a doença estacionária.

Para os que apresentam doença estacionária, sem um comprometimento funcional, pode ser indicado apenas um acompanhamento médico. 

Já em casos proliferativos, deve ser feita uma avaliação da limitação, e possivelmente será indicada uma cirurgia para remoção desse tecido doente.

Cirurgia de fibromatose palmar

De maneira geral, a cirurgia é um pouco agressiva. Claro, dependerá muito da extensão da lesão. Porém, no geral, não é um procedimento tão severo, assim como o pós-operatório.

A cicatrização da palma da mão, apesar de ser um tecido um pouco mais grosso, não ultrapassa os 15 ou 20 dias.

Basicamente, a cirurgia consiste em um corte, proporcional ao tamanho que a lesão apresenta, onde será removido todo o tecido doente e posteriormente encaminhado para análise laboratorial.

O pós-operatório dependerá da intensidade da deformidade e da extensão da cirurgia. Pode ser necessário o uso de gesso, ou uma imobilização com curativos durante algumas semanas para estabilização do processo.

Conhece alguém que já sofreu com esse tipo de problema? Conte-nos abaixo! E compartilhe o conteúdo em suas redes sociais!

Até o próximo post!

Sobre o Autor

Sou Fernando Munhoz Moya Ortopedista CRM 112046 graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2003.
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