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A imagem mostra o Dr. Fernando Moya olhando para a câmera, sorrindo e de braços cruzados.Dr. Fernando Munhoz Moya
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Atualizado em: 25/08/2020 por Dr. Fernando Moya

Lesões no esporte: como acontece a fratura do boxeador?

Conhecida popularmente como fratura do boxeador, essa lesão costuma atingir o ossos que ligam o punho ao dedo mínimo. Apesar de ter este nome, é muito difícil que ela atinja pugilistas profissionais, uma vez que os mesmos utilizam luvas para proteção e dominam a técnica do golpe.

Mas, a fratura acontece justamente quando a mão pratica o soco contra uma superfície mais dura. Esse contato de alto impacto é o principal responsável pelo trauma, que pode ser de pequena ou alta intensidade. Para saber mais informações, continue acompanhando este artigo.

 

O que é a fratura do boxeador?

Chamada de fratura do boxeador, a fratura do colo do quinto metacarpo é uma lesão, que geralmente exige atenção médica breve. Em geral, essa fratura é associada com o forte impacto da mão contra alguma superfície dura. Na maioria das vezes, isso ocorre durante as atividades de pugilismo amador ou em situações de extravasamento de estresse .

É muito comum que as vítimas deste tipo de fratura apresentem edema sobre o local do impacto, algo como uma ligeira deformidade, além de dores na mão e alguma limitação da mobilidade. Muitas vezes, o tratamento pode ser feito de maneira conservadora, através de um imobilizador ou gesso, que poderá reverter esse quadro em algumas semanas.

Veja também: Formigamento nas mãos – o que é.

 

Quais são os sintomas e como tratar:

Os sintomas da fratura do boxeador podem ser percebidos através de dores, e dependendo da intensidade do impacto, a mão poderá apresentar deformidades. Ao fechar a mão, pode haver um desvio em forma de “V” ou chamado desvio rotacional, e ainda apresentar um inchaço diante destas condições.

O tratamento ocorre de duas formas diferentes: pelo método conservador, conforme dito anteriormente, que dispensa um procedimento cirúrgico, onde se costuma fazer a imobilização da área afetada, sendo considerado um meio eficaz para a cicatrização.

Quando a lesão é mais grave, o médico ortopedista ou da cirurgia de mão, realiza a relocação do osso no local de origem, em alguns casos, é necessária inclusive a aplicação de anestesia no local e manipulação da fratura.

Em outros casos, onde temos uma deformidade mais exagerada, uma situação de outras lesões associadas ou uma necessidade de retorno mais breve às atividades, pode ser indicada a alternativa cirúrgica para correção da patologia. Cirurgia essa que será discutida com o médico assistente, para definir qual melhor abordagem e modalidade de correção / fixação da fratura.

A evolução do paciente em reabilitação deve ser acompanhando por um fisioterapeuta, para que ele possa restabelecer as funções motoras das mãos.

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Por Dr. Fernando Moya.

 

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Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Ortopedia e Traumatologia, pelo instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Especialização em cirurgia da mão e microcirurgia também pelo Hospital da FMUSP.

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