Rizartrose: quais as causas da doença?

Atualizado em: 29/01/2021 por Dr. Fernando Moya

9 minutos

A imagem mostra uma mão pressionando o dedo polegar.

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O que é rizartrose?

A rizartrose é caracterizada como o desgaste que acomete a base do polegar, mais precisamente entre o primeiro metacarpiano e o trapézio, podendo ser um problema de origem primária ou secundária.

No post de hoje, vamos justamente explicar melhor quais as causas desse tipo de problema, bem como as formas de tratamento. Acompanhe!

Características da rizartrose

No corpo humano, todas as articulações são compostas por diversas estruturas, entre elas existe a cartilagem.  Essa estrutura acaba por ser uma peça fundamental para o funcionamento adequado, da absorção de impactos e por fim, do movimento articular.

Devido a diversos fatores, pode acontecer de essa cartilagem sofrer um desgaste, e não cumprir de forma adequada o seu papel. Desta forma, os ossos passam a ter um contato maior entre si, provocando dor e deformidades.

Todo esse processo é conhecido como osteoartrose, e pode ocorrer em qualquer articulação. Quando afeta, mais precisamente, a articulação trapézio-metacarpiana, na base do polegar, podemos chamar de rizartrose. 

O polegar possui uma função bastante importante, por ser o único dos dedos a realizar movimentos de oposição, e o movimento de pinça. Isto é o que nos permite segurar os objetos em mãos.

E para que isso seja possível, ele conta com uma articulação versátil e cuja amplitude é bastante generosa, sendo justamente essa a caraterística que a torna mais suscetível à rizartrose.

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O que pode causar a rizartrose?

Assim como os outros tipos de osteoartrose, a que atinge o polegar pode não apresentar uma causa específica. Porém, o que se sabe é que essa articulação possui grande propensão ao desgaste.

Também há casos onde ela pode estar associada à artrose em outras articulações. Assim sendo, o desgaste precoce pode ocorrer devido à diferentes fatores, entre eles:

  • Fatores intrínsecos;
  • Fatores extrínsecos;
  • Fatores pós-traumáticos.

Causas intrínsecas

As causas intrínsecas podem estar associadas com as condições genéticas do indivíduo. Isto é, ele pode ter nascido com essa predisposição. Ou ainda, pode acontecer em função da constituição do organismo.

Causas extrínsecas

Os principais fatores extrínsecos, que podem levar ao desenvolvimento da rizartrose, estão associados ao uso inadequado ou exagerado dessa articulação.  Uma vez que ela acaba sendo muito exigida, como por exemplo nos músicos, gerando um desgaste precoce.

Causas pós-traumáticas

Pode acontecer também de a rizartrose surgir devido à alguma sequela, de alguma lesão sofrida no polegar. Esse é o caso das fraturas e ou lesões ligamentares que atingem a articulação.

Sintomas e tratamento

Depois de explicarmos o que é a rizartrose, e quais as possíveis causas, vamos falar sobre os sintomas e as formas de tratamento.

O principal sintoma provocado por esse tipo de problema é a dor no polegar, que pode se tornar mais intensa ao realizar atividades, tais como movimentos de torção, pinçar ou agarrar objetos. Além disso, conforme a doença avança, pode ficar mais evidentes as deformidades na borda adjacente ao polegar.

E qual seria a forma de tratamento adequada? Cabe ao médico ortopedista especialista em cirurgia da mão orientar o paciente sobre a melhor modalidade. Existem dois tipos de tratamento mais comuns: o conservador e o cirúrgico.

O tratamento conservador consiste, basicamente, em uma abordagem mais simples do problema. Por exemplo, a proteção ou ortetização, que seria o uso de algo para proteger a articulação, como uma órtese. Métodos de reabilitação, tais como fisioterapia ou a terapia ocupacional, também são modalidades que podem ajudar no tratamento, complementando ainda com o uso de anti-inflamatórios temporariamente para tentar amenizar a dor no polegar, e diminuir o avanço do problema. Assim como uso de medicações condroprotetoras costuma ser interessante.

Por outro lado, quando o tratamento conservador acaba não apresentando um resultado positivo, e não tem uma boa eficácia, ou quando ocorreu alguma falha no processo, o outro caminho sugerido é a cirurgia.

Quando em estágio inicial, podemos optar por técnicas menos invasivas. Isto é, artroscópicas, onde o procedimento é relativamente mais simples.

Em estágio avançado, pode ser indicada a cirurgia aberta, feita através de uma incisão um pouco mais extensa. A escolha da técnica pode variar de acordo com cada cirurgião e obviamente o estágio da doença.

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Dr. Fernando Moya

Sobre o autor

Dr. Fernando Moya CRM 112.046/SP graduado em Ortopedia, Cirurgia de Mão.

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