Walant: técnica de anestesia para cirurgia de mão

OBS: A ideia desse vídeo é que você saiba que existe esse recurso e dependendo da patologia ele pode ser utilizado.

Um dos tipos de anestesia que a gente tem usado com bastante frequência no nosso dia a dia para alguns problemas é a WALANT, abreviatura em inglês para a terminologia de Wide Awake Local Anesthetic No Tourniquet, é uma cirurgia em que o paciente faz acordado com uma anestesia regional e sem o torniquete, ou seja, sem a necessidade de um aparelho para promover a parada da circulação de sangue no braço.

Essa é uma modalidade de anestesia regional que está ganhando muito espaço, porque é uma anestesia que tem quase nenhum efeito colateral e que funciona muito bem pra muitos e muitos procedimentos.

Quando a WALANT é indicada?

Essa anestesia é muito usada hoje em dia para algumas patologias, principalmente quando a gente fala em coisas de menor porte, lesões tendinosas, transferências tendíneas, ou até mesmo naquele paciente que tem uma série de comorbidades, ou seja, uma série de doenças associadas.

Para algumas patologias é super útil, por exemplo, eu gosto muito quando a gente vai fazer um procedimento que chamamos de tenólise, principalmente quando o paciente tem uma lesão tendinosa que possui certa aderência, limitação e rigidez, não é muito raro a gente fazer esse tipo de anestesia porque durante o ato operatório, conseguimos avaliar os resultados sem que o paciente esteja anestesiado completamente, ele consegue ativamente nos mostrar que a cirurgia está sendo bem sucedida.

É uma alternativa interessante para essas situações, até mesmo fraturas hoje em dia o pessoal acaba utilizando, mas é uma expectativa também para pacientes com várias comorbidades, com várias doenças associadas, que tem um risco às vezes anestésico elevado, não deixa de ser uma opção para esses pacientes.

Contudo, é uma vantagem muito bacana desse processo ou a resposta em tempo real do paciente, ou seja, não precisa voltar pra casa para depois voltar no consultório e dizer que não deu certo. Naquele mesmo momento, a gente vai discutir e avaliar, e vocês vão perceber que terão uma resolução ou não do quadro no próprio ato operatório. Essa é uma alternativa que está ganhando bastante espaço.

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Por Dr. Fernando Moya.

 

CRM 112046

Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Ortopedia e Traumatologia, pelo instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Especialização em cirurgia da mão e microcirurgia também pelo Hospital da FMUSP.

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